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Manuais de Cardiologia Temas comuns da Cardiologia para médicos de todas as especialidades Livro virtual - Dr. Reinaldo Mano |
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Conceitos gerais sobre o tratamento farmacológico
Inibidores da Enzima Conversora Betabloqueadores
Bloqueadores AT1 Bloqueadores Alfa Adrenérgicos
Diuréticos Bloqueadores de Ca+
Bloqueadores de Ação Central Vasodilatadores de Ação Direta
Introdução ao Tratamento Farmacológico
O tratamento farmacológico se impõem quando as medidas não farmacológicas não são suficientes para o controle da pressão arterial, nos pacientes com hipertensão em fase I e imediatamente após o diagnóstico nos pacientes com alto risco cardiovascular ou hipertensão em fase II, qualquer que seja o subgrupo de risco. Em qualquer caso o tratamento não farmacológico sempre deve ser mantido. São drogas de primeira linha para o tratamento da Hipertensão Arterial Sistêmica, todos com resultado benéfico comprovado em vários trabalhos na prevenção de complicações cardiovasculares: os diuréticos tiazidicos, os bloqueadores dos canais de cálcio, os betabloqueadores e os inibidores da enzima conversora da angiotensina e os bloqueadores AT1. De todas essas o diurético tiazidico tem demonstrado o melhor resultado no prognóstico cardiovascular, sendo também promotor de melhor resposta anti-hipertensiva em regimes com várias drogas. Assim, isoladamente ou em combinação é a melhor droga como primeira opção. Algumas situações clínicas específicas indicam o uso de determinada droga anti-hipertensiva para uso inicial isolado ou combinado, devido comprovado benefício da droga em relação aquela doença. A correlação entre as indicações clínicas e as drogas benéficas de escolha está listada na tabela abaixo. |
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Fatores como a raça, a idade, presença de alterações metabólicas como dislipidemia, hiperuricemia e alterações eletrolíticas também influenciam a escolha das drogas anti-hipertensivas. Essas situações especificas estão descritas em detalhes abaixo. O tratamento através de monoterapia, aumentando as doses até níveis máximos antes de substituir ou associar outras medicações sempre foi o preconizado até recentemente. O intuito era obter um regime terapêutico simples que possibilite uma melhor aderência do paciente ao tratamento farmacológico. No entanto, a maioria dos pacientes, principalmente os em fase 2 (antiga 2 e 3) não conseguem uma estabilização da PA com apenas uma droga. Assim atualmente recomenda-se o uso da terapia combinada de fármacos de forma precoce nessa população, de 2 ou até 3 drogas. Associações reconhecidamente eficazes são: Diuréticos tiazídicos associados a betabloqueadores, bloqueadores adrenérgicos centrais, IECA ou antagonistas ATII. Bloqueadores de cálcio associados a betabloqueadores ou IECA. O uso criterioso de formulações existentes no mercado com essas combinações pode facilitar o esquema posológico e a aderência do paciente ao tratamento. Devemos sempre também observar os efeitos colaterais de cada droga, pois a ocorrência destes é um importante fator de limitação a aderência do tratamento por parte do paciente. O nível desejável da PA é inferior a 140/90 mmHg. Metas inferiores a 130/80 mmHg devem ser exigidas de pacientes com alto nível de risco cardiovascular, diabéticos, nefropatia (mesmo que incipiente) e nos com indicação de prevenção do acidente vascular encefálico. Há evidências atuais que o uso de ácido acetilsalicílico, em baixas doses nos pacientes com HAS controlada, diminui a ocorrência de complicações cardiovasculares na ausência de contra-indicações a esta droga. |
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Situações Especiais
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Hipertensão Arterial Sistêmica - Tratamento Farmacológico |
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Último Update: 06 de abril de 2009 1º Edição deste capítulo em abril de 1999 |
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Drogas Recomendadas |
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Indicação Clínica |
Diurético |
Beta Bloq |
IECA |
Bloq AT1 |
Bloq Ca |
Ant. Aldosterona |
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ICC |
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X |
X |
X |
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X |
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Pós IAM |
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X |
X |
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X |
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Alto risco de DAC |
X |
X |
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Diabetes |
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X |
X |
X |
X |
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Doença Renal Crônica |
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X |
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Prevenção 2º do AVE |
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