Manuais de Cardiologia         

Temas comuns da Cardiologia para médicos de todas as especialidades

Livro virtual -  Dr. Reinaldo Mano

Hipertensão Arterial Sistêmica - Conceito Atual

                 A elevação dos níveis pressóricos além das cifras determinadas pelas atuais diretrizes é um fator independente de risco de conseqüências a nível cardíaco, coronariano, cerebrovascular, renal e vascular.  Elevações a partir de 115/75 mmHg já demonstram aumento nos índices de mortalidade cardiovascular.1

                 Mas a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) não pode ser vista apenas pelo aspecto das cifras tensionais elevadas. Na verdade a HAS existe num contexto sindrômico, com alterações hemodinâmicas, tróficas e metabólicas, entre as quais a própria elevação dos níveis tensionais, as dislipidemias, a resistência insulínica, a obesidade centrípeta, a microalbuminúria, a atividade aumentada dos fatores de coagulação, a redução da complacência arterial e a hipertrofia com alteração da função diastólica do VE.2

                 Os componentes da síndrome hipertensiva são muitas vezes fatores de risco cardiovascular independentes. Ao tratar a hipertensão devemos ter em mente os fatores de risco associados e o impacto do tratamento nestes fatores. Assim, apesar de um controle satisfatório da pressão arterial, outros fatores de risco potencialmente maiores podem se sobrepor, não melhorando a situação clínica do paciente, fazendo com que o tratamento atual da hipertensão arterial sistêmica não possa se resumir simplesmente à redução dos níveis pressóricos, mas do risco cardiovascular global.

 

 

Último Update: 06 de abril de 2009

1º Edição deste capítulo em abril de 1999

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