Manuais de Cardiologia         

Temas comuns da Cardiologia para médicos de todas as especialidades

Livro virtual -  Dr. Reinaldo Mano

Doença Coronariana - Ponte Miocárdica 23

Último Update: 01 de abril de 2010

1º Edição deste capítulo em junho de 1999

                 Introdução

 

                 A ponte miocárdica é uma anomalia congênita das coronárias, em que feixes do miocárdio cruzam ou envolvem um segmento epicárdico da coronária, mergulhando a artéria num segmento intramural abaixo da ponte muscular, chamado segmento tunelizado. Constitui um dos principais diagnósticos diferenciais da doença arterial coronariana, podendo manifestar-se como angina típica, ou com taquiarritmias cardíacas, ou mais raramente como infarto agudo do miocárdio e morte súbita.

                 Trata-se de uma patologia relativamente comum, geralmente benigna, acometendo principalmente pacientes com baixo risco para DAC.

 

                 Diagnóstico

 

                 Ainda é subdiagnosticada em virtude de apenas uma minoria dos pacientes apresentarem-se sintomáticos e da falta de disponibilidade de métodos diagnósticos de maior acurácia, fazendo com que seus mecanismos fisiopatológicos e sua terapêutica ainda não tenham sido completamente elucidados.

                 A prevalência dessa alteração em estudos angiográficos é inferior a 5 %. O achado angiográfico típico é a redução sistólica do diâmetro da artéria coronária epicárdica e persistência da alteração durante a diástole. A artéria descendente anterior é a mais comumente envolvida.

                 Em relação ao desenvolvimento de aterosclerose, sabe-se que o segmento tunelizado é normalmente livre, enquanto a área proximal á ponte é propícia ao desenvolvimento de aterosclerose.

 

                 Clínica

 

                 Apesar de ser uma alteração congênita, sintomas geralmente não ocorrem antes da terceira década de vida, fato que se relaciona com o aumento da tensão sistólica da parede miocáridica, com o crescimento do coração e com processos mais tardios que elevam a pressão diastólica e causam hipertrofia do miocárdio, como por exemplo a hipertensão arterial.

 

                 Tratamento

 

                 São de primeira escolha as drogas com ação inotrópica e cronotrópica negativa, como betabloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio. Nitratos não são indicados.

                

 

 

 

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