Parada Cardio-Respiratória e Morte Súbita Cardíaca

Drogas na RCP

                 ADRENALINA

 

                 Durante a ressuscitação

 

                 O uso de adrenalina durante a manobra de ressuscitação está preconizado a partir do início do ABCD secundário, fazendo parte das drogas da ação C:

                 Na FV/TV sem pulso:

                 Ação Primária

                 CHOQUE 360

                 Ação Avançada

                 DROGA => ADRENALINA 1 mg

                 CHOQUE 360

                 2º DROGA => ANTI-ARRITMICO

                 CHOQUE 360

                 DROGA => ADRENALINA 1 mg

                 CHOQUE 360

                 repetir a dose a cada seqüência em intervalos de 3 a 5 minutos

 

                 Na Assistolia e AESP:

                 Ação primária

                 CHOQUE NÃO INDICADO

                 Ação secundária

                 DROGA => Adrenalina 1 mg EV a cada 3 a 5 min

                 Observar monitorização até ser indicado choque conforme o caso ou recuperar ritmo.

                 2º DROGA => Atropina - alternadamente a adrenalina

 

                 Forma correta de administração

 

                 No Brasil a adrenalina é apresentada em frasco de 1ml de solução milesimal (1:1000). Após cada dose em bolo deve ser injetada 20 ml de solução EV para que ocorra a infusão da droga até a corrente sistêmica. Caso as doses iniciais falhem, doses maiores podem ser usadas, até 0,2mg/Kg. Quando não há acesso venoso o TT é uma via alternativa de administração. A dose deve ser dobrada (2mg) e diluída em 10 ml de SF, que deve ser toda lançada no TT.

 

                 Precauções

 

                 A elevação da PA e taquicardia podem levar a aumento do consumo de O2 miocárdico e isquemia miocárdica.

                 Altas doses não melhoram a sobrevivência e podem contribuir para disfunção miocárdica pós ressuscitação.

                 Doses altas podem ser necessárias em casos de choque induzido por intoxicação por drogas e substâncias tóxicas.

 

 

 

 

                 ATROPINA

 

                 O uso de atropina  está preconizada para o tratamento de:

                 Bradicardia grave sintomática (Classe I);

                 BAV nodal (Classe IIa);

                 Assistolia (Classe IIb);

                 Atividade Elétrica sem Pulso (AESP) (Classe IIb);

 

                 Durante a ressuscitação

 

                 No caso da assistolia e AESP ela é sempre 2º droga após a adrenalina. A dose é de 1 mg em bolo, devendo ser repetida doses de 0,5 a 1 mg a cada 3 a 5 minutos não devendo ser ultrapassada a dose máxima de 0,04 mg/Kg.

 

                 Forma correta de administração

 

                 Como com a adrenalina, após cada dose em bolo deve ser injetada 20 ml de solução EV para que ocorra a infusão da droga até a corrente sistêmica. Quando não há acesso venoso o TT é uma via alternativa de administração. A dose deve ser dobrada (2mg) e diluída em 10 ml de SF, que deve ser toda lançada no TT.

 

                 Precauções

 

                 Ineficaz no BAV total de QRS alargado e no BAV tipo II infra-nodal, havendo risco de assistolia paradoxal.

                 Evitar o uso na bradicardia por hipotermia.

 

 

 

 

                 ANTI-ARRITMICOS

 

                 Durante a ressucitação

 

                 O uso de anti-arritmicos durante a manobra de ressucitação está preconizado a partir do 2º minuto da ação secundária, após o 4º choque ineficaz. O algoritmo resumido é:

 

                 Ação Primária

                 CHOQUE  360

                 Ação secundária

                 DROGA => ADRENALINA - 1 min

                 CHOQUE 360

                 2º DROGA => ANTI-ARRITMICO

 

                 3 opções podem ser utilizadas de uma forma geral (Lidocaina, Amiodarona, Procainamida).

 

                 Após a ressucitação

 

                 O uso de anti-arritmicos para prevenção da recidiva da fibrilação ventricular é mandatório em TODOS OS CASOS de parada por FV/TV sem pulso.

 

                 Lidocaina

 

                 Indicada na parada cardíaca por TV/FV em geral.

 

                 Amiodarona

 

                 Indicada na FV/TV sem pulso refratária ao choque. Pode ser usada também na TV polimórfica e na Taquicardia de complexos largos de origem incerta. Particularmente útil nos pacientes com disfunção de VE.

                 Dose durante a ressucitação: 300 mg EV, diluidos em pelo menos 20 ml SG 5%. Repetir um bolo de 150 mg em 3 a 5 minutos em casos refratários.

                 Dose máxima acumulada em 24H: 2,2g EV

                 Dose de ataque para a Taquicardia estável: Infusão rápida (10-15 min.) 150 mg EV. Pode ser repetida a infusão após 10 minutos.

                 Dose lenta (após ataque): 360mg EV em 6 horas (1 mg/min).

                 Dose de manutenção: 540 mg / 18 horas (0,5 mg/min)

                 Droga Classe IIb

 

                 Procainamida

 

                 Indicada na FV/TV recorrente.

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Publicado em 12/11/2004

Última revisão 10/05/2009