Expectativa de vida

 

                 As doenças circulatórias são a principal causa de morbidade e mortalidade nos Países desenvolvidos e em desenvolvimento, inclusive no Brasil. O pico de mortalidade por DCV no Brasil ocorreu no final da década de 70 e de 1979 até os dias atuais a incidência de mortalidade vem demonstrando uma queda progressiva, provável conseqüência das ações de controle de fatores de risco como a hipertensão arterial. Apesar disso a DCV representou em 1995 30% do total de óbitos.

                 Em 1900 a expectativa de vida global era de apenas 34 anos. Em 1950 era de 46. Em 1988 atingiu 66 anos e a tendência de elevação da expectativa de vida faz que a população de idosos cresça cada vez mais. Com o aumento da idade da população a prevalência de DCV deverá aumentar em números absolutos, mesmo que apresente queda das taxas ajustadas a idade. Com as estimativas atuais em 2025 existiram 32.000.000 de idosos no Brasil, ou seja 15% da população terá mais de 60 anos.

 

                 Incidência da Morte Súbita e taxas de sobrevivência.

 

                 Existe uma relação direta entre DCV e morte súbita. Estatisticas americanas contam 225.000 mortes súbitas por ano em pacientes que não conseguem chegar ao hospital. Outros cerca de 500.000 terão uma parada cardíaca e receberão um atendimento na tentativa de ressucitação, em geral intra-hospitalar.

                 O índice de sucesso depende diretamente do tempo transcorrido entre o pedido de socorro e a desfibrilação (tempo "chamada-choque"). Este tempo varia muito de acordo com a comunidade onde ocorre o evento e a preparação tanto dos profissionais como da comunidade leiga é fundamental para o sucesso do socorro a vítima de morte súbita. Nos Estados Unidos essa taxa varia de 3% nos centros mais movimentados onde o transito prejudica a chegada de socorro a no máximo 33% nos locais mais qualificados nesse tipo de atendimento. As chances são sempre maiores se a ressucitação é iniciada dentro dos primeiros 4 minutos do colapso. 

                 Na população geral não selecionada a incidência global de morte súbita é de 0,1 a 0,2 % ao ano. Apesar de parecer irrisório o valor absoluto gera um número expressivo de mortes de 300.000 casos por ano.

                 Em populações selecionadas o valor absoluto de mortes diminui, mas o risco relativo é muito grande. O risco de Morte Súbita chega de 20 até 30% nos pacientes com fração de ejeção baixa, sendo a taxa pior quando estiver associado o IAM ou arritmia ventricular. 

                 Em termos de política de saúde a melhor conduta de prevenção a morte súbita em termos de risco-custo-benefício é a mudança de estilo de vida visando a prevenção da DCV.

Parada Cardio-Respiratória e Morte Súbita Cardíaca

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Livro virtual -  Dr. Reinaldo Mano

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Epidemiologia

Publicado em 12/11/2004

Última revisão 10/05/2009