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Hipercolesteloremia
A terapia primaria para dislipidemia é dietética. A redução do consumo de colesterol e de gordura saturada é parte de uma modificação no estilo de vida que inclui perda de peso, quando necessário e atividades físicas.Os efeitos sinérgicos das modificações do estilo de vida são benéficos na redução da doença coronariana não apenas por melhorar o perfil lipídico mas por reduzir a PA e a tolerância a glicose. Os níveis desejáveis para prevenção primária e secundária são listados abaixo. |
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Hipertrigliceridemia
O tratamento primário da hipertrigliceridemia é a modificação do estilo de vida, que inclui o controle do peso, dieta pobre em gordura saturada e colesterol, exercícios regulares, não fumar e, em alguns pacientes, restrição ao uso de bebidas alcoólicas. A hipertrigliceridemia normalmente acompanha a obesidade, sedentarismo e intolerância a glicose. O tratamento farmacológico estará indicado nos casos de doença coronariana, história familiar de DAC precoce, hipercolesterolemia concomitante com HDL baixo ou hipertrigliceridemia por alteração genética que reconhecidamente leve a um risco aumentado de DAC como na disbetalipoproteinemia e na hiperlipidemia familial combinada. |
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Dislipidemias - Tratamento não farmacológico |
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Último update: 01/05/2009 1º Edição deste capítulo: outubro de 2001 |
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Manuais de Cardiologia Temas comuns da Cardiologia para médicos de todas as especialidades Livro virtual - Dr. Reinaldo Mano |
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Alimentos de origem vegetal
As fibras vegetais são carboidratos complexos classificados de acordo com sua solubilidade, em solúveis e insolúveis. As fibras solúveis são representadas pela pectina (frutas) e pelas gomas (aveia, cevada e leguminosas: feijão, grão de bico, lentilha e ervilha). Estas fibras reduzem o tempo de trânsito gastrointestinal e a absorção enteral do colesterol. O farelo de aveia é o alimento mais rico em fibras solúveis e pode, portanto, diminuir moderadamente o colesterol sangüíneo. As fibras insolúveis não atuam sobre a colesterolemia, mas aumentam a saciedade, auxiliando na redução da ingestão calórica. São representadas pela celulose (trigo), hemicelulose (grãos) e lignina (hortaliças). A recomendação de ingestão de fibra alimentar total para adultos é de 20 a 30 g/dia, 5 a 10g destas devendo ser solúveis, como medida adicional para a redução do colesterol. Os fitosteróis são encontrados apenas nos vegetais e desempenham funções estruturais análogas ao colesterol em tecidos animais. O β-sitosterol, extraído dos óleos vegetais é o principal fitosterol encontrado nos alimentos. Reduzem a colesterolemia por competirem com a absorção do colesterol da luz intestinal. Uma dieta balanceada com quantidades adequadas de vegetais fornece aproximadamente 200 a 400mg de fitosteróis e os níveis plasmáticos variam de 0,3 a 1,7 mg/dL. No entanto, é necessária a ingestão de 2 g/dia de fitosteróis para a redução média de 10-15% do LDL-C. Os fitosteróis não influenciam os níveis plasmáticos de HDL-C e de triglicérides. A ingestão de 3 a 4 g/dia de fitosteróis pode ser utilizada como adjuvante ao tratamento hipolipemiante. A ingestão de proteína da soja (25 gramas /dia) pode reduzir o colesterol plasmático (-6% do LDL-C) e, portanto, pode ser considerada como auxiliar no tratamento da hipercolesterolemia (grau de recomendação IIa, nível de evidência B). Os dados disponíveis são contraditórios quanto aos efeitos sobre os TG e HDL-C. Estudos com maiores casuísticas e delineamentos mais específicos a esta questão serão necessários. As principais fontes de soja na alimentação são: feijão de soja, óleo de soja, queijo de soja (tofu), molho de soja (shoyo), farinha de soja, leite de soja e o concentrado protéico da soja. Este concentrado exclui a presença de gorduras, mantendo carboidratos e 75% da sua composição em proteínas e é amplamente utilizado como base de alimentos liofilizados e como “suplemento protéico”. Os antioxidantes, dentre eles os flavonóides, presentes na dieta podem potencialmente estar envolvidos na prevenção da aterosclerose por inibirem a oxidação das LDL, diminuindo sua aterogenicidade e, conseqüentemente, o risco de doença arterial coronária. Os flavonóides são antioxidantes polifenólicos encontrados nos alimentos, principalmente nas verduras, frutas (cereja, amora, uva, morango, jabuticaba), grãos, sementes, castanhas, condimentos e ervas e também em bebidas como vinho, suco de uva e chá. Não há estudos randomizados, controlados e com número suficiente de pacientes que demonstrem a prevenção de eventos clínicos relacionados à aterosclerose com suplementações com antioxidantes como, por exemplo, as vitaminas E, C ou beta-caroteno. Não há evidência de que suplementos de vitaminas antioxidantes previnam manifestações clínicas da aterosclerose, portanto esses não são recomendados. Alimentação rica em frutas e vegetais diversificados fornece doses apropriadas de substâncias antioxidantes, que certamente contribuirão para a manutenção da saúde.
Atividade física
A atividade física regular constitui medida auxiliar para o controle das dislipidemias e tratamento da doença arterial coronária. A prática de exercícios físicos aeróbios promove redução dos níveis plasmáticos de TG, aumento dos níveis de HDL-C, porém sem alterações significativas sobre as concentrações de LDL-C.
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Risco |
LDL colesterol |
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Indicação do tratamento |
Objetivo |
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Sem doença coronária, nenhum ou 1 fator de risco |
> 160 |
< 160 |
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Sem doença coronária, 2 ou mais fatores de risco |
> 130 |
< 130 |
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Doença coronária ou outra doença aterosclerótica - prevenção secundária |
> 100 |
< 100 |